terça-feira, 21 de abril de 2009

Dogos que fizeram história - "El Tupí " - Parte I

Ao longo de quase 20 anos de envolvimento com a raça Dogo Argentino, vimos cultivando amizades, além do interesse sobre tudo que diz respeito à mesma. Decorrente disso, credibilidade e reconhecimento foram se agregando à nossa história, e agora damos início a uma nova fase de parceria.

Através da Gacetilla Doguera, criada pelo amigo Décio Salvatori, poderemos trazer aos Dogueros que acompanham o Blog mais informações ligadas à raça. Esperamos que todo esse esforço em passar adiante tão fundamentais informações possam ser realmente aproveitadas por todos que, assim como nós, procuram se aprofundar no conhecimento da raça que criamos.

" A fim de cumprir com seu pedido comento sobre um animal da década de 70 llamado “ TUPI “ cujo pedigree definitivo era MANCHA DEL CHUBUT nº 23. Vou comentar coisas que me foram caras. Para isso devo fazer um exercício prévio de memória da época em que esses fatos ocorreram.


Você sabe, por que é um estudioso apaixonado da raça, que nesses tempos ( década de 1960 ) a mesma estava em plena etapa de fazer-se conhecida em nosso país, por a mão Agustín Nores Martinez, que logo após o falecimento prematuro do seu irmão Antônio Nores tocava esse projeto; dessa forma era quem estava na criação do Dogo naqueles anos, buscávamos seus conselhos, entre outros e agora não mais podíamos contar. Agustín foi quem havia realizado todas as questões formais para as inscrições, primeiro na Socidade Rural Argentina ( 1964 ) e logo imediatamente depois, na Federação Cinológica Argentina. Antes disso havia sido fundado o Clube dos criadores de Esquel, que entendo ser uma das tantas instituições fundadoras da FCA.


Nessa cidade, província de Chubut, Agustín havia alugado uma propriedade nas montanhas circundantes chamado “ Ninho dos Condores “, onde escreveu-se uma das páginas fundamentais dessa primeira época do Dogo Argentino. Ali não somente “ fabricava” seus dogos, como ele dizia, como também mantinha alguns animais selvagens ( Pumas e especialmente Javalis ) em cativeiro para dar continuidade ao aspecto funcional da raça.


Por outro lado, aqui em Córdoba, seu irmão menor Francisco Nores Martinez ( Pancho ), era quem desde da “ Quinta de Santa Isabel “, formava em coluna o nascente movimento de novos criadores – não de simples proprietários – e que de forma gradativa íamos nos agrupando. Ali ensinava aos dogueros que, como expressei, se interessavam pela criação. Foi assim que de forma habitual nos juntávamos e foram se montando as “ chancheras “ ( cercados para javalis ) e as “ pumeras” ( para as pumas ) originais para manter tantos os pumas como os javalis em total segurança, já que essa Quinta ( espécie de uma grande chácara ) ia-se paulatinamente sendo rodeado de casas que mais tarde conformariam os distintos bairos de hoje - depois de 40 anos acabou ficando praticamente no centro da cidade.

Ao redor desse tempo, aproximadamente 1965, as reuniões eram cada vez mais concorridas, onde juntávamos também nossos Dogos para intercâmbio de sangue e obter conclusões para a forma de melhorar a raça. A população nesse tempo na nossa província ( Córdoba ) não passava de cem animais, totalmente puros. Ao fim de contatar-los recorríamos a toda província, onde sabendo de um dogo, para lá íamos. Entre eles existiam Dogos diretos de Antônio que estavam em poder de algum dos seus amigos e parentes, em especial de Pancho e os que estavam em mãos dos seus filhos Marta, Rodolfo, Abel e Beatriz em sua casa em Totoral. Nessa vila Antônio tinha sua casa de fim de semana e veraneio. Por isso, alguns dos seus animais, que logo utilizamos estavan em casas de campos de amigos. Recordo que na casa de meu pai, na mesma vila ( Totoral ), tinha um casal chamados “ Blanca “ e “ Tupi “ (que não é esse da história).


Os animais criados por Antônio lhe eram entregues com certificado de autenticidade. Me lembro que dali, posteriormente e já com o Clube formado, tiramos o modelo dos desenhos ( nas suas costas um javali, uma puma e um monte ) para os diplomas que entregamos nas exposições. Já formado um grupo forte e consequentemente com a idéia, realizava-se algumas exposições em Santa Isabel e no Tiro Federal de Córdoba, Agustín entregava os pedigrees definitivos para os cães que se certificavam como puros. Em 1971 demos forma onde nasceu o Clube chamado “ Antonio Nores Martínez “ sendo realizado a assembléia constitutiva na minha casa na rua Corrientes,de Córdoba. Se pôs em andamento as atividades de campo em Monte Cristo, onde chegamos a manter mais de 10 Javalis, 3 pecaris e pumas.


CONTINUA...


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