terça-feira, 7 de abril de 2009

Dentição e Mordedura - Parte I

Ao longo da história da raça Dogo Argentino, ouvimos histórias sobre caçadas à Pumas, Javalis e provas de trabalho com os mesmos; pois, afinal, trata-se de uma raça de trabalho, sendo que a mordida e dentição estão diretamente ligadas ao bom desempenho da sua função. No caso: presa de animais de grande porte.

I- Falta de peças dentárias
II - Tipos de mordidas

Nesta primeira parte abordaremos somente a falta de peças dentárias.


Standard Original ( por Antônio Norez Martinez):

Maxilares: Bem adpatados, sem prognatismo, forte, com dentes bem implantados e grandes. Mordida em pinça ou em tesoura

( Não importa o número de molares ou pré molares, sendo mais importante a homogeniedade das arcadas dentárias, a carência de cáries, que não se tenha prognatismo, nem superior ou inferior e, em especial que os quatro caninos, sejam grandes, limpos se cruzem perfeitamente na mordida de presa. Insistimos que não tem importância o número de molares ou premolares, naturalmente que sempre não haja grande número de falta deles, o que mostraria uma anomalia de origem genética ou patológica, que se fariam notar juntamente com outras características e sintomas, como pequena altura ( nanismo ), falta de calcificação óssea, estrutura osteoanatómica insuficiente etc).

Um Dogo Bravura del Ayar

_Na prática, o que devemos buscar em termos de dentição em um dogo Argentino? Preferencialmente sempre a dentição completa pois trata-se da evolução natural de uma crição, no entanto, isso muitas vezes vem em detrimento a outras coisas de forma ampla. É uma grave distorção da amplitude que uma criação da Raça implica !

Na arcada dentária, os pré-molares tem a função de destroçar e moer alguns alimentos. Mas nunhuma falta faz à mordida do cão, que no momento da presa usa unicamente os quatro caninos e os doze incisivos para se prender ao Javali por exemplo.

_Até que ponto devemos buscar uma Dentição completa e desconsiderarmos o tamanho dos dentes e outros atributos do exemplar em questão?


Aqui recai a análise das virtudes x defeitos.

Juízes que usam como critério de desempate em exposições animais que têm boca completa e são totalmente débeis como cães e, mais importante, como Dogos seguem ganhando sobre animais típicos da raça que por um capricho da natureza lhe foi privado de um ou dois pré-molares. Nunca devemos ou, deveríamos esquecer, que estamos diante de um animal de TRABALHO que sozinho deve ser capaz de abater uma puma e em uma matilha javalis de mais de 200 Kg!

Não é um dente que fará a diferença e sim TODA uma estrutura que o habilita a tal função.

Você deixaria de usar o animal abaixo, por causa de uma falta dentária?

Um Jovem Bravura del Ayar

Ou seria melhor privilegiar o " DOGO " como deve ser, em detrimento a animais de boca completa acompanhada de uma estrutura fraca e totalmente inaceitável à RAÇA ?


A esquerda: Uma Bravura

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